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Château La Guilbonnerie – França

 

Localizado em Cartelègue, no norte de Blaye, em Bordeaux, o Château La Guilbonnerie faz vinhos desde o século 18, e conta com a consultoria do ‘pai’ dos vinhos de garagem da região, Jean-Luc Thunevin.
Os vinhedos do Château La Guilbonnerie, transmitidos de geração a geração, datam do início do século 18. A propriedade está localizada em Cartelègue, no norte de Blaye, em Bordeaux.

No lado direito do estuário de Gironde, no lado oposto de Margaux, Blaye é uma região agradável, com suas encostas voltadas para o Gironde, combinando vinhedos, bosques e pradarias. Cultivada pela primeira vez pelos romanos, as vinhas em Blaye e na vizinha Bourg cresceram bem antes do que no Médoc e, durante a Idade Média, Blaye foi um porto vinícola importante.

Dos 9.500 hectares de vinhas, quase 90% é destinado à produção de tintos, com predomínio da Merlot (75%), seguida de longe pela Cabernet Sauvignon (cerca de 20%). Tintos e brancos – estes, geralmente de Ugni Blanc, embora os vinhedos de Sauvignon Blanc estejam aumentando — são distribuídos em três apelações. Porém, os melhores tintos, de caráter mais robusto, levam a denominação Premières Côtes de Blaye, produzidos em apenas 4.500 hectares de vinhedos e geralmente combinando Merlot, Cabernet Sauvignon e Malbec (as outras duas apelações são Blaye e Côtes de Blaye). Aos poucos e nos pequenos chateaux, os tintos mais rústicos vem dando lugar a vinhos de qualidade, que se configuram uma boa opção de compra.

Gilles Haure, atual proprietário do Château La Guilbonnerie, comercializa seus vinhos com a denominação Première Côtes de Blaye e Bordeaux. Nos 16 hectares de vinhedos da propriedade, com idade média de 30 anos e plantados em solo argilo-calcáreo, predomina a tinta Merlot (80%), seguida de Cabernet Sauvignon (15%) e Malbec (5%).

A elaboração dos vinhos tem a consultoria do enfant terrible Jean-Luc Thunevin, que cuida de todo o processo, desde o cultivo até engarrafamento. Seu nome está estreitamente associado ao movimento dos “vinhos de garagem” em Bordeaux, e inspirou muitos produtores em Bordeaux e no mundo. Produzidos em ínfimas parcelas de pequenas vinícolas, ricamente extraídos, feitos de uvas bem maduras e totalmente fermentados em barricas novas de carvalho, os “vins de garage” surgiram no início dos anos 1990 a partir de um grupo de produtores de Saint-Émilion, contrários às rígidas classificações francesas. Entre os líderes “rebeldes” estava Jean-Luc Thunevin, considerado o “pai” desse estilo de vinho em Bordeaux. Proprietário do Château Valandraud e negociante em Bordeaux, em 1995 Thunevin teve seu vinho agraciado por Robert Parker com uma nota superior à dada pelo especialista ao mítico Pétrus. No ano seguinte, uma garrafa de Valandraud alcançaria estratosféricos €750 – duas vezes o valor do Cheval Blanc, um premier grand cru de Saint-Émilion. Ele também foi responsável, ao lado da mulher, Murielle Andraud, pelo primeiro vinho de garagem da região do Médoc, o Marojallia, elaborado em partir de 2 hectares de vinhedos.

A filosofia do Château La Guilbonnerie é expressar o terroir e respeitar o meio-ambiente. A qualidade das uvas é mantida com a poda em verde associada a tratamentos leves da cultura. A  vinificação é feita de modo tradicional, em tanques de aço e concreto. A fermentação, rigorosamente controlada, dura entre três e quatro semanas. Os vinhos são amadurecidos em barricas de carvalho entre nove e 12 meses, dependendo da sua tipicidade. Estes métodos de elaboração permitem obter vinhos estruturados, de cor profunda e taninos de ótima textura.

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